Vem amiga visitar
A terra, o lugar
Que você abandonou
Inda ouço murmurar
Nunca vou te deixar
Por Deus Nosso Senhor
Pena cumpanheira agora
Que você foi embora
A vida fulorô
Ouço em toda noite escura
Como eu a tua procura
Um grilo a cantar
Lá no fundo do terreiro
Um grilo violeiro
Inhambado a procurar
Mas já pela madrugada
Ouço o canto da amada
Do grilo cantador
Geme os rebanhos na aurora
Mugindo cadê a senhora
Que nunca mais voltou
Faz um ano em janeiro
Que aqui pousou um tropeiro
O cujo prometeu
De na derradeira lua
Trazer notícia tua
Se vive ou se morreu
Derna aquela madrugada
Tenho os olhos na istrada
E a tropa não voltou
Ao sinhô peço clemença
Num canto de incelença
Do amor que ritirou
A música " Incelença Pro Amor Retirante", de Elomar Figueira Melo , pode ser caracterizada como uma cantiga de amor, uma vez que nela é representado o sofrimento amoroso do homem pela mulher.
Nas primeiras estrofes é perceptível o lamento do homem pelo fato de sua "amiga" ter ido embora, quando diz para ela visitar o lugar que abandonou , ou seja o trovador invoca a "amiga" e implora a ela por uma visita.
No decorrer da cantiga ele fala do grilo violeiro que canta em todas as noites escuras a procura da amiga, e no final ele diz que os olhos ainda estão na estrada e pede ao Senhor perdão, através do canto de incelença pelo amor que o foi retirado.
Quanto ao aspecto formal, a cantiga se organiza em apenas uma estrofe, e é notório a presença de rimas o que contribui para a musicalidade.
Nas primeiras estrofes é perceptível o lamento do homem pelo fato de sua "amiga" ter ido embora, quando diz para ela visitar o lugar que abandonou , ou seja o trovador invoca a "amiga" e implora a ela por uma visita.
No decorrer da cantiga ele fala do grilo violeiro que canta em todas as noites escuras a procura da amiga, e no final ele diz que os olhos ainda estão na estrada e pede ao Senhor perdão, através do canto de incelença pelo amor que o foi retirado.
Quanto ao aspecto formal, a cantiga se organiza em apenas uma estrofe, e é notório a presença de rimas o que contribui para a musicalidade.